Como Criar Frango Caipira Melhorado Quando Você Não Tem Experiência

By | 31 de janeiro de 2017

Frango caipira melhoradoVocê gostaria de apreender criar frangos caipiras melhorados, aumentar sua renda e de cara gerar um impacto direto significado no manejo da sua produção?

É o que você vai aprender agora nesse artigo completo…

Ei! No final do artigo eu falo algo que vai leva-lo para um outro nível como criador ( 😀 R$, R$), mas não seja curioso, calma!! você vai chegar lá, nem pense em rolar até o final sem consumir o conteúdo, este é o prato principal e a sobremesa  vem no final!

Nota: Este artigo é uma adaptação do material oferecido pela Maxi – Nutrição Animal

Continue lendo este artigo para saber sobre:

  1. Como controlar sua criação melhorada
  2. Como é feito manejo sanitário
  3. Como fazer a limpeza e desinfecção
  4. Construindo os galpões
  5. As cortinas e a sua importância
  6. Piquetes
  7. A pastagem
  8. Os equipamentos necessários
  9. Comedouros para os frangos
  10. Comedouro dos Pintinhos
  11. Bebedouros
  12. Círculos de proteção dos pintinhos
  13. Fonte de calor
  14. Cama para o aviário
  15. A véspera da chegada dos pintainhos
  16. Manejo da criação de frango caipira melhorado
  17. Ventiladores para regiões quentes
  18. Nebulizadores
  19. Vacinação e vermifugação
  20. Orientação para a criação de aves de postura caipira
  21. Ração balanceada
  22. Alimentação alternativa
  23. Iluminação
  24. Temperatura

 

A criação do frango caipira é a fonte de renda mais adequada para as pequenas propriedades, pois a sua rusticidade faz com que instalações e sub-produtos da propriedade sejam reutilizados. Porém a rusticidade das aves não isenta o produtor dos cuidados constantes com a higiene, manejo, nutrição balanceada e vacinação, que podem ser acompanhados neste artigo.

É muito importante que o produtor tenha sempre atenção na comercialização deste frango, a criação é bastante simples, mas frango caipira pertence a um nicho de mercado, onde existe um valor agregado ao produto. O volume é menor em relação ao frango branco comercial, porém a lucratividade é maior.

Outro fator importante a ser considerado é a regionalismo do frango, ou seja, existem regiões que preferem o frango mais pesado, outras preferem mais leves e assim por diante. Esta identificação também é necessária antes ou início da criação.

1. Como controlar sua criação melhorada

O controle da produção essencial para a organização da atividade. Para um galpão pode-se obter os seguintes resultados:

Período de criação: 80 dias

Limpeza e descanso: 25 dias

Total: 105 dias

 

1 ano = 365:105 dias = 3,5 lotes

1 lote todo mês = 12 lotes/ano

12 : 3,5 lotes/ano = 3,42 galpões

Portanto: se obtém 3,5 lotes por galpão. Para obter 1 lote por mês são necessários 4,0 galpões. O tamanho dos lotes é definido pela área dos galpões.

Pode-se aumentar o número de criações por galpão usando-se o pinteiro durante os primeiros 28 dias de idade do pinto e depois transferindo-os para o galpão com piquete para o final da engorda. 

2. Como é feito manejo sanitário

A higiene dentro e fora do galpão, independente do seu tamanho é importantíssima, pois evita diversos problemas sanitários na criação.

Os principais procedimentos de manejo sanitários são:

  • Manter os galpões sempre limpos e desinfetados após cada criada
  • Fazer o vazio sanitário de pelo menos 15 dias após a desinfecção do galpão.
  • Aplicar corretamente as vacinas e medicamentos necessários.
  • Evitar o trânsito de pessoas e animais ao redor do galpão.
  • Não guardar restos da cama do lote anterior no galpão onde se está alojando novo lote.
  • Ter pedilúvios e rodolúvios em todas as saídas das instalações.
  • Recolher todas as aves mortas diariamente e depositá-las em fossas, obedecendo, uma distância mínima de 150 metros da Granja. Fazer o controle de insetos e roedores principalmente entre os lotes.

3. Como fazer a limpeza e desinfecção

A limpeza e desinfecção não devem ser tratadas como simples preocupações estéticas, mas como medidas profiláticas de suma importância para a criação.

Como proceder:

  • Retirar toda a cama antiga.
  • Varrer o galpão todo.
  • Passar lança chamas em todo o chão e ao redor do galpão.
  • Lavar o galpão com água e sabão.
  • Pulverizar desinfetante (pode ser formol 5 % ou 8 %).
  • Fazer uma caiação (8 sacas de cal/200 litros de água) se necessário.
  • Espalhar a cama nova.
  • Desinfetar todo o equipamento.
  • Recolher entulhos ao redor do galpão.
  • Lavar a caixa d’água e encanamentos do galpão.
  • Manter os equipamentos em perfeito estado.
  • Colocar veneno de rato e inseticida (dentro do galpão) e retirá-los antes da entrada dos pintos. 

4. Construindo os galpões

Construir um galpão observando uma área de 1 metro quadrado para cada 10 frangos, com um pé direito de pelo menos 2,70 m; com paredes laterais de 50 a 60 centímetros, e acima utilizar cortinas.

Este galpão deverá ter acesso direto ao piquete, o ideal, e que cada galpão e ou lote tenha acesso direto a um piquete.

Uma das inúmeras diferenças do frango caipira brasileiro para o frango de corte tradicional é que pode ser criado solto, confinado ou mesmo semi-confinado, dependendo do interesse do criador.

Partindo deste conceito, o galpão pode ser novo ou mesmo aproveitamento de uma antiga instalação da propriedade. Todo local coberto e cercado torna-se um galpão em potencial, dependendo apenas da quantidade que se deseja criar e a que fim se destinará. É necessário apenas adequá-los às exigências básicas para a criação.

Como não requer tanta tecnologia de construção quanto o galpão de frango de corte tradicional, é mais fácil construí-lo.

Uma boa recomendação que deve ser seguida na construção do galpão é orientar a sua cumeeira no sentido leste/oeste, desta maneira haverá menor incidência de sol no interior do galpão no calor e mais insolação nos períodos de frio durante o ano.

Os galpões podem ser construídos sem muita tecnologia ou até mesmo aproveitando material já existente na propriedade, mesclando-se a rusticidade das instalações à tecnologia avançada, como campânulas, bebedouros e comedouros automáticos. Une-se assim o útil ao baixo custo de construção.

Precaução especial é não construí-los em locais de difícil acesso, distante das fontes de alimentação ou mesmo longe da observação dos responsáveis. 

5. As cortinas e a sua importância

As cortinas são tão importantes quanto os outros equipamentos do aviário, tendo a função de proteger e aquecer as aves.

Na criação de frango caipira, as cortinas podem ser feitas de sacos de ração reaproveitados, bambu, sapé, madeira e ráfia, desde que sejam seguros e permitam a passagem de luz solar para o interior do aviário.

O manejo das cortinas e muito importante, pois através delas, a umidade e a temperatura interna do galpão são controladas.

Nos primeiros 10 a 15 dias da ave recomenda-se que fiquem levantadas, e nas idades menos criticas, depois que as aves estão empenadas deve-se manter as cortinas abaixada, levantando as somente em horários frios, durante chuvas ou ventos mais fortes.

Se o aviário estiver com um forte cheiro de amônia ou abafado , principalmente no período da manhã, deve-se quando possível, abrir as cortinas, para uma boa renovação de ar no interior do galpão; de preferência do lado contrário à corrente de vento.

6. Piquetes

Os piquetes já foram muito utilizados no começo da avicultura comercial no Brasil. Existe registros na literatura que em 1937 já se faziam piquetes para a criação de aves comerciais, tanto de corte como de postura.

No sistema de criação do Frango Caipira procura- se resgatar esta técnica com grande sucesso.

Cercados com telas de arame, bambu, madeira, alvenaria ou mesmo pré- fabricados, as cercas devem ter aproximadamente 1,80m de altura, devendo ter um espaço para o pasto.

Não esquecer que árvores devem ser plantadas nos piquetes para obtenção de sombra em abundância.

Um local para consumo de água, também é necessária, não pode existir possas d água, lixos, entulhos, e dejetos de animais nos piquetes.

A formação dos piquetes tem o papel fundamental nesse estilo de criação, já que a ave tem o habito e a necessidade de pastar. A ave precisa de espaço para andar e desenvolver sua musculatura.

Levando-se em conta a qualidade do solo, pode-se optar pelo plantio de um único tipo de grama ou da conservação de duas ou mais espécies.

Para evitar predadores de solo, aconselha-se colocar sacos amarrados na tela em volta do galpão, para evitar o contato visual. Lembre-se que as aves são mantidas nos piquetes e ou pastos, durante o dia. À noite e nos dias de chuva, deverá estar fechadas dentro do galpão.

7. A pastagem

O pasto é um ponto forte na criação do frango caipira, pois esta ave tem o habito de pastar.

O alimento plantado deve ser com altos teores de proteína, boa digestibilidade, crescimento estolonífero, grande taxa de redobra, já que os brotos fornecidos as aves devem ser novos e tenros. As folhas velhas e fibrosas são de baixa qualidade, determinando uma recusa natural da ave.

Os capins e gramas mais usados para piquetes são os mais protéicos, como o Capim Quicuio,o Capim Napier, o Capim Coast-Cross, o Capim Tiffiton, a Grama Estrela Africana e outros, que tenham o sistema radicular baixo, pois assim, voltam a crescer rapidamente com as chuvas ou irrigações.

Recomenda-se alojar 1 ave para cada 5 m2, desta forma o piquete resistira o pisoteio e pastejo; das mesmas até a retirada do lote.

O plantio só terá sucesso se encontrar um solo preparado.

O acesso das aves, do galpão, para piquetes e pastos deve ser livre. Somente a Noite ou Dias de Chuva as aves devem ser fechadas no galpão.

8. Os equipamentos necessários

Em qualquer atividade avícola, por mais rústica que seja, os equipamentos são fundamentais não é diferente com o frango caipira.

Necessita- se, portanto de:

– Cortinas

– Círculos de proteção

– Comedouros infantis

– Ventiladores

– Termômetros

– Campânulas

– Comedouros

– Bebedouros

– Nebulizadores

Todos estes equipamentos devem fazer parte integrante de uma granja, mesmo sendo ela de frango caipira.

9. Comedouros para os frangos

O frango caipira, ao contrário do frango tradicional, necessita, depois de 30 dias, de dois tipos de comedouros, um para ração comercial e outro para ração alternativa.

O processo de alimentação desta ave, nos primeiros 10 dias segue o tradicional. Usam-se bandejas ou comedouros tubulares infantis que são gradativamente substituídos por comedouros adultos.

O espaçamento é muito importante. No caso de comedouros tubulares, devemos trabalhar com 1/80 quando pintainhos, e 1/40 quando adultos ou conforme recomendação do fabricante.

Nos comedouros tipo calha deve-se dar um espaço de 2,5 cm/ave quando pintainho, e aumentar para 8 cm/ave quando adulta.

Os comedouros tipos calha podem ser de fabricação caseira, com materiais reaproveitáveis existentes na propriedade,como canos de PVC cortados ao meio, caixas de madeira e até mesmo bambu, de preferência com 1 metro de comprimento.

Quando são usados comedouros tubulares comerciais ou mesmo de fabricação caseira, é desejável que a borda do prato tenha a altura do dorso da ave, acompanhando seu crescimento regulamos a sua altura, evitando assim desperdício de ração.

Recomenda-se que a ração alternativa seja servida em comedouros tipo caixa ou calha, ao menos duas vezes ao dia, desta forma as aves se mantém sempre ativas.

O avicultor não deve deixar restos de ração alternativa de um dia para o outro. Mesmo com toda a rusticidade que lhe é peculiar, o frango caipira brasileiro sofre muito com fungos e bactérias, que se desenvolvem em rações com umidade.

De maneira geral a ração, tanto alternativa como comercial, deve ocupar entre 1/3 e metade da altura da borda do prato, evitando assim desperdício de ração.

A cada 7 a 10 dias, deve-se regular a altura dos comedouros, acompanhando o crescimento das aves.

10. Comedouro dos Pintinhos

Recomendamos o uso de comedouros infantis tubulares, propiciam um menor desperdício e evita que o pintinho se alimente no chão, onde outra ave está defecando. Uma opção ao criador é o comedouro tipo bandeja que é usado somente nos primeiros dias do pintainho, na proporção de 01 bandeja para cada 80 pintainhos. Com 10 a 12 dias de idade, são substituídos por comedouros tubulares e/ou calha, como o avicultor desejar.

Estas bandejas podem ser de:

  • Alumínio.
  • Plástica.
  • Papelão (fundo de caixa de pintainhos).

As rações dessas bandejas devem ser peneiradas pelo menos 2 vezes ao dia.

11. Bebedouros

Nos primeiros 10 dias são usados os bebedouros tipo copo de pressão, na medida de 1/60 ou conforme recomendação do fabricante. .Se o bebedouro for pendular automático, com capacidade de 3 litros, usa-se 1/80 na fase inicial e 1/50 na fase adulta ou conforme recomendação do fabricante, e 4 cm / ave na calha ou bebedouro. Da mesma forma que os comedouros, também os bebedouros podem ser fabricados na propriedade com canos de PVC, calhas usadas e bambus.

Os bebedouros não devem ter vazamentos para não molhar a cama ou produzir poças d água nos piquetes.

Devem ser regulados a cada 10 dias, devendo ficar a uma altura de 5 cm acima do dorso das aves, evitando – se assim problemas com a cama molhada.

Água limpa, fresca e pura deve existir em quantidade suficiente pois a sua eventual falta pode provocar perdas significativas por desidratação.

12. Círculos de proteção dos pintinhos    

 Como o próprio nome diz, o círculo tem como função básica proteger as aves quando ainda pintainhos, de correntes de ar, de frio, de predadores e ainda delimitar a área mais próxima possível da fonte de aquecimento e dos comedouros e bebedouros servidos a estas aves.

Geralmente esses círculos são feitos de chapas de Eucatex ou Duratex por serem mais viáveis economicamente, não se descarta a possibilidade de utilizar-se de chapas galvanizadas ou mesmo de folhas de papelão grosso, que tem a vantagem de ser mais higiênicos devido ao  seu descarte após o uso.

A altura do circulo e bastante variável, indo de 30 até 70 cm. Devem ter uma circunferência de aproximadamente 5 a 7 m , para o alojamento de 500 pintainhos.

No inverno, recomenda – se juntar dois círculos formando assim um único com 1000 pintainhos.

13. Fonte de calor

Tanto o frango caipira como o frango tradicional, necessitam de campânulas, usadas com fonte de calor artificial. São encontradas no mercado com facilidade de tamanho e capacidade diferentes. Geralmente usa-se campânula com capacidade de aquecimento de 500 pintos. As campânulas podem ser a gás, com resistência elétrica, luz infra-vermelha ou até mesmo à lenha.

O seu uso pode variar de 1 a 15 dias, dependendo da temperatura ambiente.

Na primeira semana de vida do pintainho é indispensável,pois ele necessita de uma maior quantidade de calor no início e vai diminuindo à medida que as aves crescem.

14. Cama para o aviário

A cama de um aviário é um importante fator que interfere nas condições sanitárias e no bom desenvolvimento do lote. Mesmo sendo uma ave mais rústica,o frango caipira brasileiro também necessita de cama de boa qualidade.O material usado quando espalhado no galpão deve cobrir todo o seu piso,com o máximo de uniformidade, com a altura ideal variando de acordo com a época do ano: 5 a 8 cm no verão e de 8 a 10 cm no inverno.

Uma cama de boa qualidade deve apresentar algumas propriedades indispensáveis:

  • Uma excelente capacidade de absorver a umidade, evitando o empastamento da mesma dentro do círculo.
  • Baixa condutividade térmica (bom isolamento do piso).
  • Partículas de tamanho médio.
  • Liberação rápida de umidade.
  • Umidade por volta de 20 a 25%.
  • Livre de substâncias indesejáveis ( fungos, toxinas,etc.)
  • Fácil Disponibilidade.
  • Baixo custo.

Podemos usar os seguintes materiais:

  • Maravalha ou cepilho.
  • Sabugo de milho picado.
  • Capins secos.
  • Casca de arroz.

OBS: Se informe sobre a procedência da cama, se foi estocada em local seco e arejado, pois podem conter esporos de fungos que irão se multiplicar com a umidade da cama.

15. A véspera da chegada dos pintainhos

Na véspera da chegada dos pintainhos o criador deve certificar-se de que as instalações, cortinas, sistemas elétricos, hidráulicos e materiais a serem usados como cama, comedouros, bebedouros, círculos, campânulas, e estoque de gás estejam em perfeitas condições de funcionamento, limpeza e em número suficiente para a criação.

O galpão deve estar pronto para o recebimento das aves, com os círculos montados e todo o equipamento revisado,pelo menos 24 h antes da chegada dos pintainhos.

Para um lote de 500 pintainhos é necessário 1 campânula, 6 bebedouros e 6 comedouros tipo bandeja.

Na chegada dos pintinhos é importante mostrar-lhes os locais onde ele encontra comida, água e também a fonte de calor. O procedimento mais comum é colocar o bico do pintinho na água, depois na comida e finalmente colocá-lo em baixo da fonte de calor.

16. Manejo da criação de frango caipira melhorado

Existem diversas maneiras de criação de frango caipira .Tudo depende do nível tecnológico e da condição de cada produtor.

Algumas condições básicas de criação são essenciais: tomar cuidado para que na chegada das aves, o galpão esteja limpo, desinfetado, com os círculos montados e que os comedouros e bebedouros estejam distribuídos e as campânulas pré-aquecidas.

Recomenda-se sempre que a primeira água a ser consumida pelas aves tenha algum hidratante, que pode ser comercial ou caseiro (300g de açúcar para 6 litros de água). Oferecer esta água com açúcar nas primeiras 4 a 5 horas da chegada dos pintinhos. Após este período, lavar bem os bebedouros e administrar água limpa de boa qualidade.

Nas primeiras 4 a 6 horas das chegada dos pintinhos, coloque milho triturado bem fino em um jornal, ( uma folha de jornal aberta, para cada 100 pintinhos ); e coloque a disposição das aves; só depois destas 4 a 6 horas é que deve ser colocado, ração Pré-inicial nos comedouros e bandejas.

Nos primeiros trinta dias, as aves podem ser alojadas em pinteiros ou criadas diretamente nos galpões, de acordo com a possibilidade do avicultor.

Todo dia se faz uma vistoria no pinteiro ou galpão, observando se existem aves mortas ou mesmo aleijadas que devem ser retiradas.

A partir da terceira semana, recomenda-se que as aves sejam liberadas pela manhã para um passeio, visando o desenvolvimento da musculatura, à tarde devem ser recolhidas.

Já na segunda semana, pode-se permitir o acesso ao material verde picado, substuí-se então os comedouros infantis pelos que ficarão até o final do lote.

Qualquer dúvida com relação ao estado geral do lote deve ser esclarecida o mais rápido possível, para detectar precocemente um eventual problema e evitar assim o prejuízo na criação.

17. Ventiladores para regiões quentes

Em determinadas regiões o clima é muito quente. Nestes casos recomenda-se o uso de ventiladores. Este equipamento é muito útil, ajudando a refrescar o ambiente interno do galpão.

Utiliza-se 1 ventilador para cada 20 metros ou conforme a recomendação do fabricante.

18. Nebulizadores

Muito utilizados em criações de frango de corte. Embora não sejam essenciais ao frango Paraíso Pedrês, podem melhorar o desempenho do lote, reduzindo a mortalidade das aves.Os nebulizadores devem ser utilizados conforme a recomendação do fabricante.

19. Vacinação e vermifugação

Normalmente o pequeno avicultor não se preocupa com os programas de vacinação e vermifugação. Comete um erro gravíssimo, pois estes programas não representam um custo elevado, se comparados aos prejuízos que um verme ou doença podem causar ao lote.

O esquema de vacinação varia de região para região, recomenda-se que verifique o esquema utilizado por uma granja de frangos comerciais perto da propriedade, pois esta granja já conhece os desafios regionais. Pode-se consultar também a casa da lavoura do município.

Exemplo de esquema de vacinação:

Caipira de corte:

IDADE TIPO DE VACINA VIA DE APLICAÇÃO
10 dias Newcastle B1 + Gumboro Água
14 dias Gumboro Plus Água
21 dias Gumboro Água

Caipira de postura:

IDADE TIPO DE VACINA VIA DE APLICAÇÃO
 7 dias  Newcastle HB1 + Bronquite 52 + Gumboro  Ocular ou água
 25 dias  Bouba Forte Membrana da asa
35 dias  Newcastle La Sota + Bronquite H52 + Gumboro Água
50 dias  Coriza Hidróxido de Alumínio Injetável na coxa
70 dias Newcastle La Sota + Bronquite H52 + Gumboro  Água
100 dias Encefalomielite Água
12o dias Coriza Oleosa  Injetável no peito
 135 dias Vacina Tríplice Oleosa + Newcastle + Bronquite + EDS  Injetável no peito

OBS: Recomendamos que o programa de vacinação seja elaborado com base nas condições e histórico sanitário da região.

Para vermes, os melhores resultados são obtidos com Mebendazole, fornecido,em dosagem única,aos 35 dias de idade da ave.

No dia da vacinação, deve ser retirada a água de bebida duas horas antes do fornecimento da vacina às aves. Se a água for clorada, a cloração deve ser interrompida por no mínimo, 24 horas.

Só fornecer água clorada novamente depois de 24 horas da vacinação. As recomendações do fabricante das vacinas e medicamentos devem ser seguidas rigorosamente.

A rotação de piquetes é necessária para quebrar o ciclo da verminose e coccidiose.

20. Orientação para a criação de aves de postura caipira

É necessário a suplementação de cálcio, via ração ou calcário na fase de postura. Deve-se tomar cuidado com o peso das aves, principalmente no período da recria ( de 4 a 18 semanas).

Um programa de iluminação acima de 10 lux é necessário para o desenvolvimento sexual das aves, maior uniformidade e maior produção. De 27 a 30 watts por m2, consegue-se atingir um total de 10.7 lux. Segue a tabela de programação de luz:

De 0 a 8 semanas   –   Luz Natural.

De 9 a 16 semanas  –  12 horas.

De 17 a 18 semanas – 14 horas.

De 19 a 75 semanas – 17 horas.

Luzes de 60 watts dispostas a 2 metros da entrada do galinheiro, com 4 metros de distância uma das outras e 3 metros de altura.

Colocar o ninho a partir da 15 ou 16 semana. Deve ser forrado com maravalha.O ideal é estar a 35 cm de altura do piso, com uma abertura de frente e fundo de 35 cm, ou seja, 35 x 35 cm. É necessário também uma ripa de madeira de 5 cm na entrada do ninho, para evitar o desperdício da maravalha.

Mantendo estes cuidados e não deixando a galinha engordar você obterá até 280 ovos por ano.

Em algumas regiões tem-se o hábito de debicar as aves, que deve ser feita com debicador automático, aos 7 dias de idade. Depois deve ser ministrado um complexo vitamínico com vitamina K, para melhor cicatrização. Porém antes verifique se a ave caipira é aceita debicada em sua região. 

21. Ração balanceada

Por tratar-se de uma ave mais rústica, é possível alimentá-la com diversos tipos de alimentos.

O programa alimentar recomendado é realizado com quatro tipos de ração. Estas rações dividem-se em INICIAL, de 01 a 13 dias;   CRESCIMENTO I de 14 à 28 dias; CRESCIMENTO II, de 29 à 49 dias e a ACABAMENTO, dos 50 dias até o final.

Até os 28 dias, enquanto a ave está formando a sua estrutura, é interessante a utilização de ração balanceada, após este período ela pode ser dada ao final do dia como complemento a alimentação alternativa, para disponibilizar todos os nutrientes necessários para melhor aproveitamento desta alimentação alternativa.

22. Alimentação alternativa

O ponto mais forte de uma criação de frango caipira é justamente a fonte de alimentação alternativa. Sem dispensar a ração comercial, os piquetes e os complementos (verduras, frutas, legumes e capim picado) têm um importante papel no desenvolvimento desta ave, fornecendo-lhe, a fibra e xantófila tão necessárias.

Entre os alimentos alternativos destacam-se:

Capim Quicuio                                              Confrei

Capim Coast Cross                                        Rami

Capim Tiffiton                                                Folhas de Batata Doce

Capim Estrela Africana                                Guandu

Assa Peixe                                                       Hortaliças e Leguminosas

Mandioca ou macacheira (deve ser quebrada e colocada ao sol ou cozida para quebrar as proteínas nocivas a alimentação), restos de verdura, frutas ou qualquer subproduto da propriedade.

As folhagens (Rami, Guandu, Assa Peixe, Confrei, Folhas de Batata Doce, Hortaliças e Leguminosas) podem ser servidas após a 2º semana de vida da ave, e os capins após 30 dias.

23. Iluminação

O frango caipira, por ser uma ave destinada ao abate com idade mais avançada recomenda-se o fornecimento somente de luz natural, evitando-se assim o seu crescimento muito acelerado e o aumento de mortalidade. 

24. Temperatura

A temperatura de um galpão é muito importante e seu controle permite obter resultados compensadores.

As temperaturas de conforto para as aves são está entre 20 e 28º C.

A falta de calor traz problemas de desuniformidade do lote e o excesso desidrata. Para evitar estes problemas recomenda-se que o avicultor tenha sempre à mão um termômetro, controlando a temperatura ambiente constantemente.

O termômetro deve ficar na lateral interna do círculo de proteção à altura da ave.

FIM

Puxa!! como ficou grande este artigo! 🙂  prometo que vou postar um artigo completo aqui sobre rações, tudo bem? mas se você gostaria de aumentar  em até 587% seu negócio, ou até mesmo começar sua criação lucrativa do ZERO eu recomendo que que leia com atenção este artigo aqui.

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